ENFRENTAMENTOS SIMBÓLICOS EM GARCILASO DE LA VEGA: ORALIDADE E CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA

 

André Luiz Gonçalves Trouche - UFF

 

 

Há alguns anos, Edward Said sacudia a cena acadêmica ocidental com a publicação de um magnífico e polêmico estudo, em que desconstruía e denunciava todo o conhecimento acumulado, produzido no Ocidente, acerca do Oriente.

Ensaio extremamente erudito, Orientalismo[1] traça, a partir de uma poderosa e minuciosa análise arqueológica, um painel multifacetado sobre os discursos que, ao longo do tempo, vêm tentando enquadrar, dominar, produzir um saber sobre o "oriente", sempre encarado como uma categoria estática, quase uma abstração metafísica.

 Esta definição, contudo, é redutora e incompleta. Orientalismo, conquanto efetivamente trace este painel crítico, vai muito além de discutir e analisar as formas com que o universo europeu buscou dar conta da outra metade do planeta.

Ao por a nu o sistema de pensamento que se debruçou sobre o oriente, Said desvela todo uma complexa e intrincada rede de interesses políticos, que sempre sustentaram, formaram e informaram o discurso orientalista, transformando-o em efetivo instrumento de dominação.

O trabalho de Said nos interessa particularmente pelos subsídios que fornece quanto à questão das relações entre o discurso cultural hegemônico europeu e a prática colonialista; nos seduz particularmente pela possibilidade de transferir para a relação Europa/América Latina, muitos dos questionamentos propostos em relação ao Oriente.

Evidentemente – nunca será demais enfatizar – esta tentativa de transferir questionamentos jamais poderá ser levada a efeito de forma ingênua e automática sob risco de cairmos num reducionismo de todo lamentável e comprometedor. O que se nos apresenta como oportuno e instigante, menos do que examinar algumas interfaces do discurso europeu sobre a América à luz das colocações de Said, é tentar seguir alguns caminhos abertos pelo trabalho de Said, buscando levantar algumas evidências de que o discurso europeu sobre a América Latina sempre toma como parâmetro exclusivo os códigos culturais europeus, fazendo declarações a seu respeito, autorizando opiniões, descrevendo-a, enfim, criando um Nuevo Mundo totalmente dependente da visão européia.

As crônicas da conquista, cuja vasta produção fez parte de uma estratégia política, deliberada pela Coroa Espanhola, estão na base deste processo. As crônicas, não cabe dúvida, foram um instrumento privilegiado da dominação. A dominação por meio da linguagem...

Esta a nossa contingência. Nascemos nome – América. A violência ainda mais traumatizante: nascer nome/idéia/utopia, antes de ser, sequer, realidade histórica. Um nome, um mundo novo destinado a ser. Sem passado, sem presente, mas com um futuro inexorável. Um nome, o futuro ... América. Nenhuma realidade. Apenas "um projeto histórico de uma consciência alheia: a européia".[2] A dominação pela linguagem. A Carta de Caminha, o Diário de Colón e as Cartas de Relación de Cortés fazendo uma leitura impossível. Aí a primeira violência: uma realidade irredutível à linguagem européia, sendo traduzida e codificada através de signos que não apontavam para a referência externa real. O mesmo travestindo o outro.

A partir daí, a criação e dominação de um espaço através da linguagem. Este binômio criação/dominação parecem bem encerrar a idéia de que as crônicas tiveram um papel fundamental no processo de invenção da América, que Edmundo O'Gorman descreve com tanta perspicácia em seu A Invenção da América ( O'GORMAN, 1992):

Esta circunstância, paradoxalmente, ressalta a obra de Garcilaso de la Vega como uma narrativa que, pela primeira vez na América, se constrói desde uma dupla perspectiva que integra a cultura incaica e a européia, como veremos adiante.

Poucas formas literárias colocaram para a crítica problemas, indefinições e polêmicas tão apaixonadas como os relatos que ao longo dos Séculos XVI e XVII “informaram” a Europa sobre o novo continente.

Polêmicas que vão desde as tentativas de caracterizar as crônicas como marco inicial do processo literário hispano-americano, passam pelas discussões a cerca da forma literária das chamadas crônicas, e pela questão do ponto de vista – “vencedores” ou “vencidos” – a partir do qual são escritas, e muitas vezes detêm-se (demasiada e redutoramente) em verdadeiras arengas quanto à “veracidade histórica” das versões apresentadas.

Raras vezes, como já afirmamos, buscou-se investigar os aspectos mais especificamente literários das crônicas, e mesmo as discussões sobre a veracidade das versões dificilmente empreenderam uma reflexão mais aprofundada sobre o diálogo e a interrelação entre literatura e história no âmbito das crônicas.

Esta será, pois, a perspectiva que orientará as considerações que tentaremos assinalar na obra de Garcilaso. Afastando-nos inteiramente de qualquer polêmica estéril sobre seu valor histórico (entendido quase sempre redutoramente como fidelidade aos “fatos históricos”), vamos dirigir nossas observações para a estruturação poética do texto, seguros de que, como afirma Henrique Pupo-Walker, "los textos del Inca alcanzan un nivel de elaboración formal que convierte el discurso en referente de si mismo"[3], o que assegura sua condição de escritura literária.

Esta condição, a nosso ver, faz com que a narrativa do Inca ultrapasse o universo da crônica historiográfica, inaugurando uma perspectiva fundadora, que, então, anunciava as bases de um projeto criador hispano-americano.

Qualquer reflexão sobre a obra de Garcilaso deverá considerar preliminarmente um interlocutor contextual e extraliterário, mas que exerce um papel decisivo na construção narrativa. Trata-se do diálogo implícito e obrigatório que Garcilaso tem que estabelecer com os dogmas e as “verdades sagradas” instituídas e muito bem fiscalizadas pela Inquisição.

Este, é um a priori que o Inca não poderia ignorar e que aparece impresso desde a capa da primeira edição dos Comentarios Reales: ... “Con Licencia de la Sancta Inquisición, Ordinario, y Paço...”[4]

Se consideramos a proximidade e, mesmo, a promiscuidade que, no contexto do Século XVII, caracterizam as relações entre a Coroa e a Igreja, perceberemos que sobre o texto do Inca projeta-se uma dupla sombra autoritária: a autoridade do discurso religioso e a autoridade discurso da historiografia oficial. Desmontar este mecanismo autoritário criou uma perspectiva conflitiva, híbrida mesmo – diríamos hoje em dia – oscilando sempre entre o respeito aos dogmas e à ação dos cristãos espanhóis, de um lado, e à exaltação e à valoração do imaginário incaico, do outro. Esta oscilação – que não projeta qualquer possibilidade de uma síntese harmoniosa que pudesse vir a superá-la – permeia todo o percurso da obra, transformando-se num dos principais eixos de tensão que sustenta toda a arquitetura narrativa.

Se desde a capa este diálogo implícito está anunciado, não é menos verdade que desde as primeiras linhas do texto Garcilaso dá início a tentativa de desmontar a sombra autoritária que poderia levá-lo ao impasse, ao silêncio.

A medida em que avança a leitura do texto, percebe-se com maior clareza a estratégia do Inca: trata-se de desmontar pari passu o discurso da superioridade do sistema religioso cristão e a autoridade dos textos e crônicas produzidas pelos espanhóis, não através da contestação aberta e direta, mas, ao contrário, através de um irônico jogo discursivo que, por exemplo, a cada passo reafirma a santidade da Igreja, mas, subtilmente, deixa claro que os incas dispunham também de um sistema religioso que cumpria igual função e que este sistema apresentava um rico universo simbólico, em muito semelhante ao sistema cristão. O mesmo verifica-se em relação às crônicas e aos cronistas, apresentados sempre como historiadores legítimos, españoles curiosos ( o que constituía um grande elogio), a cujo trabalho não caberia contradição, mas sim comentários, e um intérprete para alguns problemas de linguagem: ... “que mi intención no es contradecirles, sino servirles de comento y de glosa y de intérprete en muchos vocablos índios, que como estranjeros en aquella lengua, interpretaron fuera de la propiedad della”...[5] E nestes “comentários” e “correções” Garcilaso subtilmente vai compondo a imagem de um grande Império, de complexa organização política e econômica, e que apresenta sofisticado sistema cultural, criando o quadro de uma verdadeira Civilização, que, enquanto tal, é perfeitamente similar à civilização judaico-cristã européia. Isto significa demonstrar e resgatar a existência de uma identidade social para as civilizações que habitavam o continente recém descoberto pelos europeus. Exatamente esta é a grande intervenção transgressora da obra de Garcilaso. Este resgate cria uma face (estabelece uma identidade e uma história) para a população conquistada, contingência negada até então a Incas, Aztecas, Mayas, etc, o que, segundo Todorov, permitia e sancionava o genocídio e o extermínio praticados, pois uma vez não sendo reconhecida a identidade do vencido, não há propriamente um assassinato. (TODOROV, 1988, p. 137-140)

Para propor e construir esta equivalência, o Inca lança mão de inúmeros recursos narrativos, que vão desde uma constante e aparentemente inocente comparação direta “ ... que fue otra Roma en aquel imperio...”[6], ou de formas assemelhadas de referência à divindade “ ... Nuestro Padre el Sol...”[7], e chegam à apresentação de mitos e lendas, em que a associação com o imaginário cristão é imediato. É o que acontece, por exemplo, no Capítulo XV do primeiro Livro, em que o Inca apresenta o lendário fundacional cosmogônico dos Incas, intitulado “El origen de los incas reyes del Perú”. Aqui, a citação, apesar de longa, justifica-se pela demonstração – a nosso ver inequívoca – deste processo de aproximação simbólica:

 

... Después de haber dado muchas trazas y tomado muchos caminos para entrar a dar cuenta del origen y principio de los Incas Reyes naturales que fueron del Perú, me pareció que la mejor traza y el camino más fácil y llano era contar lo que en mis niñeces oí muchas veces a mi madre y a sus hermanos y tíos y a otros sus mayores acerca deste origen y principio...Es así que, residiendo mi madre en el Cozco, su patria, venían a visitarla casi cada semana los pocos parientes y parientas]...[siempre sus más ordinarias pláticas eran tratar del origen de sus reyes, de la majestad dellos, de la grandeza de su Imperio, de sus conquistas y hazañas, del gobierno que en paz y en guerra tenían]...[estando mis parientes un día en esta su conversación hablando de sus Reyes y antiguallas, al más anciano dellos que era el que daba cuenta dellas, le dije:

- Inca, tío, pues no hay escritura entre vosotros, que es la que guarda la memoria de las cosas pasadas ¿ qué noticia tenéis del origen y principio de nuestros Reyes?]...

...[ – Sobrino, yo te las diré de muy buena gana; a ti te conviene oírlas y guardarlas en el corazón ( es frasis dellos por decir en la memoria). Sabrás que en los siglos antiguos toda esta región de tierra que ves eran unos grandes montes y breñales, y las gentes en aquellos tiempos vivían como fieras y animales brutos, sin religión ni policía, sin pueblo ni casa, sin cultivar ni sembrar la tierra] ...[ En suma, vivían como venados y salvajinas] ...[ Nuestro Padre El Sol, viendo los hombres tales como te he dicho]...[envió del cielo a la tierra un hijo y una hija de los suyos para que los doctrinasen en el conocimiento de Nuestro Padre El Sol, para que lo adorasen y tuviesen por su Dios y para que les diesen preceptos y leyes en que vivesen como hombres en razón y urbanidad, para que habitasen en casas y pueblos poblados, supiesen labrar las tierras]...[A lo último les dijo: ‘Cuando hayáis reducido esas gentes a nuestro servicio , los mantendréis en razón y justicia, con piedad, clemencia y mansedumbre, haciendo en todo oficio de padre piadoso para con sus hijos tierno y amados, a imitación y semejanza mía {grifo nosso}...’[8].

 

Como facilmente pode-se perceber, a presença de traços alusivos e aspectos semelhantes ao imaginário cosmogônico cristão é flagrante: o deus que envia um casal primordial, o deus que manda seu filho para que doutrine e salve os homens, o deus que dita os “mandamentos” a serem tomados como modelo comportamental, os homens criados à imagem e semelhança de Deus, etc.

Mais importante. porém, que estas semelhanças que constróem uma verdadeira equivalência entre ambos os sistemas imaginários, é a subversiva sugestão ou demonstração de que ao chegar na América, os europeus defrontaram-se com um grupamento social que tinha uma civilização própria, constituída por hábitos, crenças, costumes e códigos de comportamento inspirados por Deus, e não com um grupo de selvagens totalmente despojados de qualquer qualificação, carentes de um processo civilizatório, que os elevassem à condição de seres humanos.

Algumas passagens adiante, no Capítulo II do Livro Segundo, nos deparamos com uma construção ainda mais contundente e irônica. Neste capítulo, intitulado “Rastrearon los Incas al verdadero Dios Nuestro Señor”, Garcilaso trata de estabelecer uma diferença entre as divindades incaicas, informando que além do Sol, divindade visível, o imaginário incaica comportava uma outra instância divina – o verdadeiro Deus, único criador de todas as coisas. Na verdade, portanto, o mesmo Deus cristão. A confusão, segundo o Inca é que os espanhóis, por não conhecerem a língua e não terem tido acesso a um informante mais preparado, acabaram confundindo este Deus – PACHACÁMAC – com a idéia de demônio.

Todo o Capítulo é uma longa argumentação em favor de demonstrar que em tese, os Incas adoravam ao mesmo Deus cristão, embora, em momento algum haja uma afirmativa direta neste sentido – o que, por óbvio, consistiria em violenta heresia.

Em toda a obra de Garcilaso, sobretudo em Comentarios Reales, o fenômeno da intertextualidade, talvez ainda mais fortemente que os outros procedimentos narrativos, é o que determina a especificidade literária de sua escritura.

 De todos os diálogos buscados e mantidos pela narrativa de Garcilaso, ressalta, sem dúvida, a interlocução com o discurso da história como o mais evidente e o mais produtivo, no processo de sua elaboração escritural. Em Comentarios Reales, as referências textuais são múltiplas e tão recorrentes que nos permitiriam. inclusive, apontá-las como fio condutor da narrativa

A escritura do Inca é um espaço configurado por citações, cotejos, alusões e referências diretas e indiretas, um amplo painel intertextual, que inclusive se evidencia nos dois níveis fundamentais da narração: o do enunciado (a matéria histórica) e o da enunciação (a elaboração escritural mesma, o universo dos textos).

O mais admirável é que, em ambos os níveis, a narrativa de Garcilaso estabelece um diálogo tanto com o universo cultural europeu, como com as tradições, lendas, e códigos culturais orais da civilização incaica, que ele mesmo cria como realidade verbal.

Os exemplos que comprovam nossa observação multiplicam-se ao longo do texto. Em atenção aos objetivos desta reflexão selecionamos alguns fragmentos que nos parecem bastante representativos das quatro dimensões intertextuais a que nos referimos:

 

Y aunque algunas cosas de las dichas, y otras que se dirán parezcan fabulosas, me pareció no dejar de escribirlas por no quitar los fundamentos sobre lo que los índios se fundan para las cosas mayores y mejores...para mejor noticia que se pueda dar de los principios, medios y fines de aquella monarquía, que yo protesto decir llanamente a la relación que mamé en la leche.[9]

 

O Inca é muito preciso. Se por um lado, ao nível do enunciado, seu texto relatará os fatos de que teve conhecimento nos relatos que "mamé en la leche", por outro:

 

Todo lo que hemos dicho del tesoro y riquezas de los Incas,lo refieren generalmente todos los historiadores del Perú, encareciéndoles cada uno conforme a la relación que de ellas tuvo.Y los que más a la larga lo escriben son Pedro Cieza del León...[10]

 

Exemplos semelhantes a este permeiam toda a narrativa do Inca, seja para legitimar seu conhecimento sobre a matéria narrada, seja para servir de contraponto para sua versão, seja para ironicamente ressaltar a sua posição privilegiada. Apropriando-se de largos períodos de outros cronistas – citações que, às vezes ocupam o espaço de duas ou mais páginas – Garcilaso faz com que convivam e interpenetrem-se o discurso incaico e o europeu. Convivência nada harmoniosa, muitas vezes tangenciando o antitético, cuja tensão é condição e ponto de partida para a construção de seu discurso como busca de superação.

Assim como o faz em relação à matéria narrada, também ao nível da enunciação podemos surpreender uma vigorosa dimensão intertextual, concretizada através da assimilação de referências textuais múltiplas à própria elaboração escritural de seu discurso narrativo, mais uma vez tendo como parâmetros tanto o universo incaico como o europeu:

 

Yo me acuerdo haber oído esta fábula en mis niñeces, con otras muchas que me contabam mis parientes; pero como niño y muchacho no les pedí la significación...Para los que no entienden índio ni latin me atreví a traducir los versos en castellano, arrimándome más a la significación de la lengua que mamé en la leche materna, que a la ajena latina de la que supo menos que de armas...[11]

 

O jogo intertextual que Garcilaso firma com a tradição literária européia é profundo e diversificado. Em Comentarios Reales os procedimentos retóricos típicos da novela de cavalaria, dos textos clássicos da narrativa de ficção italiana, da historiografia dos clássicos greco-latinos, etc., são assimilados ao tecido textual, em seu próprio processo de estruturação. Deste fenômeno cremos ser significativo o fragmento abaixo, recolhido por Henrique PuPo- Walker, em que o Inca descreve com eloquência e precisão próprios da narrativa pastoril greco-latina, determinados vales ajardinados (PUPO-WALKER 1982):

 

...Todos los reyes Incas lo tuvieron por jardín y lugar de sus deleites y recreación...Está a cuatro leguas pequeñas al nordeste de la ciudad. El sitio es amenísimo, de aires frescos y suaves, de lindas aguas, de perpetua templanza de tiempo, sin frio ni calor, sin moscas, ni mosquitos, ni otras sabandijas penosas...lo alto de aquella sierra es de perpetua nieve, de la cual descienden al valley muchos arroyos de agua de que sacan acequias para regar los campos...[12]

 

Aqui também o avançar na leitura evidenciará cada vez com maior nitidez que o discurso literário é um amplo tecido intertextual, que a cada passo se tece em estreita conexão com os textos (escritos e orais) que o precedem, como busca de superação.

O discurso configura-se, pois, como uma gestação dialética enunciando – e anunciando – assim, assimilado a seu próprio processo de estruturação, a formulação básica de todo o projeto cultural hispano-americano: uma perspectiva híbrida ampla que supera e integra dialeticamente – ainda que de forma absoluta e assumidamente conflitiva – todo um sistema de oposições expresso tradicionalmente pelos binômios vencedores/vencidos, indígena/europeu, etc.

Comentarios Reales é o primeiro momento em que mais do que uma visão do vencido (apenas) surge uma narrativa que postula um projeto criador americano, plural, impuro, híbrido...

 

 

Referências bibliográficas:

 

GARCILASO DE LA VEGA. Comentarios Reales. Lima, Ed. Universo, 1972

PAZ, Octavio. Signos em Rotação. Sao Paulo, Perspectiva série: Debates. 1982

PUPO-WALKER, Henrique. História, Creación y Profecía en los Textos del Inca Garcilaso de La Vega. Madrid, J. Porrúa Turanzas. 1982.

SAID, Edward. Orientalismo. São Paulo, Companhia das Letras, 1990

TODOROV, Tzvetan. A Conquista da América: a questão do outro. São Paulo, Martins Fontes, 1991.

 



[1] Edward SAID: 1990.

[2] Octavio PAZ: 1982 p. 128.

[3] R PUPO-WALKER: 1982.

[4] GARCILASO DE LA VEJA: 1972.

[5]Idem, Ibidem, p.17.

[6]Idem, Ibidem, p.15.

[7]Idem, Ibdem, p. 49.

[8] Idem, Ibdem, p. 46 – 7.

[9] Idem, Ibidem.

[10] Idem, Ibidem.

[11] Idem, Ibidem.

[12] Idem, Ibidem.